artedeescrever.zip.net

Escrever é desfazer-se de seus remorsos e rancores, vomitar seus segredos.(Cioran)



comemorei meu aniversário correndo...

corri por 2 horas sem parar...

pra ser mais exato corri 2:02 horas...

da esquina da Vovó Catarina (Conde de Bonfim, 885) até a Barra sem parar.

é chão...

um feito e tanto.

praticamente uma meia maratona...

tudo isso só pra dizer pra mim que estou vivo.

e acaba valendo como um recado pra deus, esse filho da puta homicida, que anda louco atrás de me matar.

há décadas que sempre no mesmo dia do ano eu comemoro enquanto mando ele tomar no cu!

tô no lucro...

"QUEM AMA NÃO TEM PAZ"



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 00h00
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FESTA DE ANIVERSÁRIO

alguém me ajuda a derrubar essa garrafa de 1L de Jack Daniel's que estou tomando agora?



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 19h46
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todas as noites em que me deito

na cama que meu pai fez pra mim quando eu era criança

tenho medo de morrer...

foi nessa cama que minha mãe morreu.



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 00h41
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Folha Imagem

Que mistério tem Clarisse?

"Olhar-se ao espelho e dizer-se deslumbrada: Como sou misteriosa".

...

"Não vou morrer, ouviu, Deus? Não tenho coragem, ouviu? Não me mate, ouviu? Porque é uma infâmia nascer para morrer não se sabe quando nem onde. Vou ficar muito alegre, ouviu? Como resposta, como insulto".

...

Fiquei impressionado como tanto Clarisse Lispector quanto Umberto Eco se aproximam quando submetem a morte a uma análise de profundidade filosófica.

Enquanto para Eco a morte constitui um limite desencorajador e humilhante...

Clarisse afirma que é uma infâmia nascer para morrer... 

Para Eco as listas e coleções surgem como resposta à morte porque não queremos morrer.

A resposta de Clarisse à morte vem como insulto a Deus. A sua vingança é manter-se alegre, muito alegre.

Na equação final teríamos como antídotos à morte em Eco e Clarisse...

As listas, as coleções e a alegria, muita alegria.

...

O Carnaval será uma síntese?  



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 17h07
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Peter Kollanyi/EFE

Umberto Eco

"A lista é a origem da cultura. Ela faz parte da história da arte e da literatura."

... 

"O que a cultura quer?

Tornar a infinitude compreensível.

Ela também quer criar ordem - nem sempre, mas com frequência."

... 

"E como, enquanto seres humanos, lidamos com a infinitude?

Como é possível entender o incompreensível?

Através de listas, através de catálogos, através de coleções em museus e através de enciclopédias e dicionários."

...

"Nós também temos listas totalmente práticas - listas de compras, testamentos, cardápios - que, a seu modo, também são conquistas culturais."

...

"Para onde quer que você olhe na história da cultura, encontrará listas."

...

"Em "Ulysses", James Joyce descreve como seu protagonista, Leopold Bloom, abre suas gavetas e tudo o que ele encontra dentro delas."

...

"(...) Homero, por exemplo. Na "Ilíada", ele tenta transmitir uma impressão do tamanho do exército grego. Primeiro ele usa metáforas: "Assim como um grande fogo florestal investe contra o topo de uma montanha e sua luz é vista de longe, enquanto marchavam, o brilho de suas armaduras reluzia nas alturas do céu". Mas não fica satisfeito. Ele não consegue encontrar a metáfora certa, então implora às musas para que o ajudem. Então ele chega à ideia de listar os nomes de muitos, muitos generais e seus navios."

...

"Sempre fomos fascinados pelo espaço infinito, pelas estrelas incontáveis e galáxias além das galáxias. Como uma pessoa se sente olhando para o céu? Ela acredita que sua língua não é suficiente para descrever o que vê. Os amantes estão na mesma posição. Eles experimentam uma deficiência de linguagem, uma falta de palavras para expressar seus sentimentos. Mas os amantes tentam parar de fazer isso? Eles criam listas: seus olhos são tão belos, assim como sua boca, e a sua clavícula..."

...

"Nós temos um limite, um limite muito desencorajador e humilhante: a morte. É por isso que gostamos de todas as coisas que acreditamos não ter limites, e que, portanto, não têm fim. É uma forma de fugir dos pensamentos sobre a morte. Gostamos de listas porque não queremos morrer."

...

"Uma pessoa contemplando uma pintura sente necessidade de abrir a moldura e ver que coisas estão à esquerda e à direita da tela. Esse tipo de pintura é verdadeiramente uma lista, um recorte da infinitude."]

...

"A lista é o marco de uma sociedade altamente avançada, desenvolvida (...)"

...

"Por exemplo, vejo as pinturas do barroco holandês como listas: as naturezas-mortas com todas aquelas frutas e as imagens de armários opulentos de curiosidades. As listas podem ser anárquicas."

...

"A cultura não é saber quando Napoleão morreu. Cultura significa saber como posso descobrir isso em dois minutos. É claro, hoje em dia posso encontrar esse tipo de informação na internet em menos tempo. Mas, como eu disse, nunca se pode ter certeza com a internet."

...

"Se você interage com as coisas em sua vida, tudo muda constantemente. E se nada muda, você é um idiota."

Der Spiegel



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 23h47
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No portal UOL

Madonna no Brasil:

"Cantora chora com doação milionária..."

...

Sinceramente, até eu choraria se recebesse uma doação dessa...



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 00h02
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"Cada coisa é para nós."



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 19h08
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Jesus, minha Luz

Há quem diga que só Madonna não sofreu com o apagão que se abateu sobre o Rio...


Sumiço estratégico

Temendo ser questionada sobre o apagão Dilma Roussef desmarcou compromissos e desapareceu nesta quarta-feira, perceberam?



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 00h46
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"A vida é uma grande ilusão..."

Pois bem:

O mundo do trabalho, o mundo do consumo, a política e a religião contribuem e muito para isso.



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 23h53
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Será possível estabelecer alguma relação entre a "representação" em Schopenhauer e o "representar" em Peirce, do ponto de vista da Semiótica?

...

Peirce define representar como estar em lugar de..., isto é, estar numa tal relação com um outro que, para certos propósitos, é considerado por alguma mente como se fosse esse outro.

...

Schopenhauer compreende o mundo como representação e vontade.

O autor diz:

"O mundo é minha representação."

A representação implica em dois aspectos importantes: o sujeito da representação, que é o que tudo conhece e não é conhecido por ninguém; e o objeto da representação que é condicionado pelo tempo, pelo espaço e pela causalidade. O sujeito, para ele, estaria fora do tempo, sendo uno, indiviso, em todos os seres humanos capazes de representação.

Caso o sujeito deixe de existir, deixa de existir com ele o mundo representado.

O homem, como representação é um fenômeno, assim como o mundo. Ambos são vontade. O corpo do homem, para este autor, é a objetivação da vontade, ou seja, do em-sí do homem.



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 09h16
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Os limites da retórica de mercado

Uma das mais tarimbadas agências do país, com vinte anos de janela, a DM9DDB se meteu num vespeiro, mês passado, com a repercussão mundial de uma campanha publicitária criada para a WWF, organização não governamental dedicada à conservação da natureza.

A peça, composta pelo impresso Aviões e pelo filme Tsunami, lança uma centena de aviões contra o World Trade Center. No filme, a cena escurece para dar lugar a letreiros com a premissa retórica que sustenta o anúncio:

"O tsunami matou 100 vezes mais pessoas do que o 11 de setembro". Em seguida, o apelo à reflexão: "Nosso planeta é poderoso. Respeite e preserve".

Além do erro conceitual (tsunamis são fenômenos geológicos, não relacionados à destruição da natureza pelo homem) e da premissa controversa (o paralelo entre ato terrorista e mudança ambiental), a campanha pôs em xeque um dos pilares da retórica publicitária desde a era dos reclames: a interpretação (programada) das mensagens que veicula.

(Luiz Costa Pereira Junior, revista Língua)



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 22h02
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Com R$ 1,5 bi, Santander quase dobra lucro no Brasil em um ano

pois bem, o fato de eu não acreditar no Brasil... não quer dizer que, por exemplo, o Banco $antander não acredite... 



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 11h37
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estou cansado do estalar dos meus ossos... estou cansado da dor dos meus músculos... estou cansado de ver o que vejo... estou cansado de ouvir o que ouço... estou cansado de dizer o que digo... estou cansado de pensar o que penso... estou cansado de ser o que sou...



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 23h09
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luxo de consciênciaf



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 00h27
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Eu não acredito no Brasil!



Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 19h55
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BLOG
ARTE DE ESCREVER
Ricardo Campos Soares





criador de Theo Molinde
carioca fervoroso
cidadão do grão
escritor convicto
filósofo praticante
jornalista penitente




devoto...
(do tipo fundamentalista)
...de nossa senhora da literatura


cronista...
(do tipo novos talentos )
...do livro Blônicas 2 -
A vez dos leitores



JÁ É !!!




















































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