
Obama, prêmio Nobel da Paz Fiquei pensando também como pode ser terrível... terrivelmente bom ou terrivelmente ruim... receber um prêmio nobel da paz no início de um governo sendo o presidente dos EUA... Quantas implicações... Agora Obama terá obrigatoriamente que corresponder a essa esperança... Ser o motor da paz num mundo falido e de guerras... Paz no Irã, no Iraque, no Afeganistão, em Cuba... Paz com Bin Laden e sua organização... Ser ou não ser "da paz", eis a questão... Paz é paz... Obama não tem escolha. E talvez seja pura redundância (ou desperdício)(?) entregar este prêmio justamente para Obama já que como sucessor de Bush ele já não tinha escolha mesmo... ele teria e terá, quase que por obrigação, de ser o cara da paz... O nobel da paz nesse caso será um prêmio pelo conjunto de uma obra (ora mas ela está apenas começando) ou mais uma aposta em Obama? A tarefa de plantar a paz no mundo é mais do que olímpica... Talvez Obama preferisse ganhar o pequeno prêmio de levar a olimpíada para Chicago... De repente a olimpíada de 2016 ficou pequena... do tamanho do Lula. Mas a olimpíada da paz é mais do que um jogo, do que vários jogos... é mais do que uma tarefa olímpica... a paz, nesse mundo pós 11 de setembro, é praticamente uma utopia. O maior de todos os desafios. Tanto assim que dá vontade de perguntar: não é demais para um homem só em um mundo de bilhões ter que restabelecer a fé no futuro, na economia e na paz mundial? Não será desumano, demasiado desumano, esperar que Obama realize algo que nós não acreditamos mais?... que Obama realize o nosso sonho?... que Obama mude o mundo quando nós não acreditamos mais que isso seja possível?... que Obama seja o nosso Jesus?
Escrito por artedeescrever@yahoo.com.br às 17h22
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